sábado, 15 de junho de 2013

O homem e a mulher não podem viver à margem do sexo, isso seria antinatural.
A satisfação sexual é uma necessidade fisiológica, sociológica, psíquica e espiritual.
Não se pode dizer que um ser humano está completo se não se realizar sexualmente de forma adequada.
Quando se fala da intimidade e das relações sexuais há sempre muita coisa que fica por dizer. Homens e mulheres tentam sobreviver num mundo cada vez mais complexo e exigente, onde o sexo ocupa um lugar importante para a manutenção do equilíbrio psicológico. Nada acontece por acaso e no sexo também é assim: a culpa é da libido… Todo o impulso de atracção entre o sexo feminino e o masculino é activado pela libido. Mas a libido não impulsiona o desejo sexual apenas com o objectivo da procriação; a sua complexidade é tal que também promove a união homossexual. As reacções psíquicas produzidas pela libido são muito variadas e podem dividir-se em dois grandes grupos o natural e o pouco convencional, cada um deles dividido em numerosos subgrupos. De pessoa para pessoa, a forma de viver a sexualidade vária: há quem se realize numa relação a dois, há quem precise de variar de parceiro, há quem só sinta atracção pelas pessoas do mesmo sexo, etc.
O SEX APPEAL E A IMAGINAÇÃO SEXUAL.
Já todos ouvimos falar de sex. appeal, mas nem todos percebemos o verdadeiro alcance da expressão: sex appeal é o atractivo físico de natureza sexual, que alguns indivíduos têm. Esta forma de atracção entre os sexos é constituída por vários “ingredientes”: simpatia, tom de voz, maneira de andar, gestos, odor corporal e constituição física. O sex appeal não está, portanto, apenas associado a qualidades físicas mas também à personalidade dos indivíduos. Sendo assim, não são apenas as pessoas bonitas que têm sex appeal. Basta lembrar alguns exemplos do cinema como “o monstro” de A Bela e o Monstro ou o conde Drácula que são figuras nada atraentes fisicamente, mas que exercem uma forte atracção sobre o sexo oposto… e não só! A vitalidade e a inteligência são dois factores determinantes do sex appeal as pessoas dinâmicas e inteligentes exercem sempre uma grande atracção sobre os outros. Esta característica é constante e manter-se-á ao longo de toda avida. No entanto, não se deve descurar o enriquecimento desta faceta: é imperativo que o homem e mulheres recorram à imaginação para potenciar o seu atractivo físico e espiritual natural. As relações sexuais não devem nunca transformar-se numa rotina nem o orgasmo deve estar associado à simples repetição de movimentos mecanizados. O jogo amoroso preliminar deve ser valorizado, especialmente quando a relação já é duradoura
O AMOR VERDADEIRO
Quando um casal se entende, em termos sexuais, e procura usar a imaginação para surpreender e agradar, nasce entre eles um amor tão forte que se perpetua por toda a vida. Este amor, ao qual vamos chamar “verdadeiro” para diferenciar da paixão e do desejo, enriquece a vida a dois, neste a nível do erotismo como em questões psíquicas e intelectuais.
O SADISMO
Obviamente, o amor era muito diferente para o marquês de Sade, escritor de talento mas com uma psicologia libertina: dele nasceu o nome de um dos desvios sexuais mais conhecido, o sadismo. É claro que esta prática sexual já existia antes do marquês de Sade, mas foi a sua obra literária, que exacerbava uma retorcida imaginação erótica que tipificou esta denominação. O sadismo consiste no aumento do prazer sexual através da crueldade exercida por um dos parceiros em relação ao outro. Na opinião de Sade, o homem tem o direito de seguir todos os seus impulsos sexuais, mesmo os que têm uma natureza menos ortodoxa. Ao contrário do que pode parecer, o sadismo é uma das variantes da sexualidade mais difundida e veio dar um novo significado à expressão “guerra dos sexos”, introduzindo a violência ao acto sexual. O sadismo aparece muito ligado a outro desvio sexual: o masoquismo. A união destes desvios é aquilo a que se chama o sadomasoquismo.
O MASOQUISMO
O nome deste desvio sexual provém de outro escritor: Sacher Masoch. Este romancista foi autor de vários livros de qualidade literária muito inferior aos de Sade: a acção dos seus contos está cheia de humilhações sexuais voluntariamente cumpridas por uma das personagens. Estas humilhações proporcionam prazer à vítima das mesmas. Este tipo de inclinações de inclinações sexuais produz um desvio na imaginação erótica, o que provoca a degradação das relações sexuais. “Quanto mais me bates, quanto mais gosto de ti…”
FANTASIAS ERÓTICAS
Se, em tempos, a homossexualidade era considerada uma perversão, uma doença cuja cura estava em operações cirúrgicas e medicamentos, hoje o panorama mudou. Mas, apesar da evolução, ainda há quem considere os homossexuais como indignos ou pessoas de segunda.
Quem pensa dessa forma não compreende que a homossexualidade é, na maioria dos casos, congénita e apenas numa pequena percentagem se deve a outras causas. Na homossexualidade congénita, os indivíduos não têm qualquer influência na sua opção sexual. A sodomia é a prática mais comum entre os homossexuais e consiste em substituir a vagina pelo ânus masculino. É importante não esquecer que mesmo na prática do acto sexual sodomita (sexo anal) se deve usar preservativos, pois o risco de transmissão do vírus da SIDA é exactamente o mesmo que existe nas relações heterossexuais. O casamento entre homens não é possível na maior parte dos países.
No entanto, as nações do Norte da Europa foram pioneiras na liberalização do casamento homossexual. Noutros países, apesar do casamento não ser ainda possível, já se reconhecem direito a alimentos e direitos sucessórios aos homossexuais que provem a constância da sua relação durante um determinado número mínimo de anos. De ressaltar o facto de que as uniões homossexuais são, regra geral, mais duradouras e mais fiéis do que os “normais” casamentos heterossexuais.
Por conseguinte, falando em termos racionais, conclui-se que se existe um “amor verdadeiro”, não é relevante se a união é de duas pessoas de sexo oposto ou do mesmo sexo.
HOMOSSEXUALIDADE ACTIVA E PASSIVA
Entre os homossexuais há que distinguir dois grandes grupos: os congénitos e os homossexuais por influência. Alguns homossexuais sentem uma certa aversão pelo sexo oposto. Mas essa aversão é menor quanto maior é a cultura das pessoas. Alguns estudos indicam que as pessoas mais propensas à homossexualidade adquirida ou por influência são as pertencentes às classes sociais mais altas. Nos homossexuais há, frequentemente, características sadomasoquistas e pode estabelecer-se uma relação causal entre o papel do homem na relação e o tipo de desvio sexual que “prefere”:
Os homossexuais activos têm tendência a humilhar o parceiro durante o acto sexual.
Os homossexuais passivos (os que desempenham a “função de mulher” na relação homossexual) geralmente incitam o companheiro a humilha-lo e a maltratá-lo.
O AMOR ENTRE MULHERES.
A denominação de lésbica provém da ilha de Lesbos, onde viveu a poetisa Safo, fundadora da chamada escola do Belo Espírito. Esta escola defendia as relações entre mulheres. Conta-se que a própria poetisa se suicidou atirando-se ao mar, em virtude de um amor por uma aluna que não foi correspondido. O lesbianismo é uma das práticas sexuais mais antigas e, talvez, uma das mais difundidas na actualidade. Trata-se de um mundo erótico pleno de mistérios que fascina homens e mulheres. Muitos heterossexuais já tiveram fantasias eróticas que envolvem lésbicas, ainda que não o confessem. Ao contrário da homossexualidade, onde muitas vezes são questões de ordem física que determinam essa tendência sexual, no lesbianismo as causas orgânicas são raras. São muito mais frequentes que sejam motivos psicológicos que determinem essa tendência sexual.
A FRIGIDEZ SEXUAL.
A mulher não consegue alcançar o orgasmo com a mesma facilidade que o homem. Uma das causas dessa dificuldade pode ser a frigidez, uma anomalia sexual que afecta muitas mulheres. Outras vezes é apenas uma incompatibilidade com o parceiro. Conheça os sintomas da frigidez.
A frigidez feminina apresenta diversos graus de intensidade e está condicionada por questões congénitas e ambientais. Existem várias formas de manifestação da frigidez com sintomas diversos:
A mulher tem orgasmos irregulares e, muitas vezes, não obtém esse prazer pleno. Neste caso, a mulher esconde a sua decepção sexual, pois o facto de não alcançar o orgasmo é uma fonte de vergonha e humilhação
A mulher sente prazer nas relações sexuais, mas não atinge o orgasmo.
Algumas mulheres, além de não atingirem o orgasmo, não conseguem sentir qualquer prazer nas relações sexuais.
Por vezes, a aliar-se à falta de prazer, há uma verdadeira repugnância pelo acto sexual.
Nas situações mais extremas, as mulheres chegam a sentir espasmos e dores vaginais que acabam por impedir a consumação do acto sexual.
CAUSAS DA FRIGIDEZ.
A frigidez da mulher pode, portanto, ser total ou parcial, aguda ou crónica. Quanto à origem, a frigidez divide-se em congénita e adquirida. Alguns casos de frigidez congénita devem se a deformações do aparelho genital feminino e podem ser curados com uma intervenção cirúrgica de correcção. Nos outros casos, a frigidez tem a sua origem em causas mais complexas, de índole psicológica e espiritual:
Medo de não conseguir ter filhos quando se sonha fervorosamente com a maternidade.
A mulher, com a sua excitação psíquica, malogra o acto sexual por puro nervosismo.
Também pode ser o medo de ficar grávida que impeça a mulher de se descontrair e de sentir prazer.
Algumas mulheres têm medo de não atingir o orgasmo antes do parceiro.
Quando o primeiro coito é uma experiência dolorosa, a mulher pode ficar com medo de concretizar a relação sexual.
Para evitar traumas é importante que as jovens sejam informadas sobre todas as questões pertinentes antes de iniciarem a sua vida sexual. Convém que, antes de ter uma relação sexual completa, a jovem ganhe “experiência “ a nível dos jogos eróticos. Cientificamente falando, é útil que as pessoas tenham alguma experiência sexual antes de casar. Alguns estudos indicam que as mulheres mais cultas têm maior facilidade em atingir o orgasmo, talvez porque lidam de forma descontraída com as suas necessidades sexuais.
Conclui-se ainda que a maior parte das mulheres não atinge o orgasmo se sentir-se distante psíquica e espiritualmente do seu parceiro.
DIVISÃO DE TAREFAS.
Muitas mulheres tornam-se frígidas para com os seus companheiros, pelo simples facto de terem uma carga de trabalho excessiva. Na verdade, a mulher da sociedade moderna trabalha fora de casa, é uma profissional bem-sucedida e, no fim, sobra pouco tempo para a vida familiar.

O ideal seria que cada elemento do sexo masculino repartisse as trefas domésticas com a sua companheira. Deste modo, sobraria muito mais tempo para o casal namorar e fazer amor sem culpas e com muito maior disponibilidade.