O homem e a mulher não podem viver à margem do sexo, isso
seria antinatural.
A satisfação sexual é uma
necessidade fisiológica, sociológica, psíquica e espiritual.
Não se pode dizer que um ser
humano está completo se não se realizar sexualmente de forma adequada.
Quando se fala da intimidade e
das relações sexuais há sempre muita coisa que fica por dizer. Homens e
mulheres tentam sobreviver num mundo cada vez mais complexo e exigente, onde o
sexo ocupa um lugar importante para a manutenção do equilíbrio psicológico.
Nada acontece por acaso e no sexo também é assim: a culpa é da libido… Todo o
impulso de atracção entre o sexo feminino e o masculino é activado pela libido.
Mas a libido não impulsiona o desejo sexual apenas com o objectivo da
procriação; a sua complexidade é tal que também promove a união homossexual. As
reacções psíquicas produzidas pela libido são muito variadas e podem dividir-se
em dois grandes grupos o natural e o pouco convencional, cada um deles dividido
em numerosos subgrupos. De pessoa para pessoa, a forma de viver a sexualidade vária:
há quem se realize numa relação a dois, há quem precise de variar de parceiro,
há quem só sinta atracção pelas pessoas do mesmo sexo, etc.
O SEX APPEAL E A IMAGINAÇÃO
SEXUAL.
Já todos ouvimos falar de sex.
appeal, mas nem todos percebemos o verdadeiro alcance da expressão: sex appeal
é o atractivo físico de natureza sexual, que alguns indivíduos têm. Esta forma
de atracção entre os sexos é constituída por vários “ingredientes”: simpatia,
tom de voz, maneira de andar, gestos, odor corporal e constituição física. O
sex appeal não está, portanto, apenas associado a qualidades físicas mas também
à personalidade dos indivíduos. Sendo assim, não são apenas as pessoas bonitas
que têm sex appeal. Basta lembrar alguns exemplos do cinema como “o monstro” de
A Bela e o Monstro ou o conde Drácula que são figuras nada atraentes
fisicamente, mas que exercem uma forte atracção sobre o sexo oposto… e não só!
A vitalidade e a inteligência são dois factores determinantes do sex appeal as
pessoas dinâmicas e inteligentes exercem sempre uma grande atracção sobre os
outros. Esta característica é constante e manter-se-á ao longo de toda avida.
No entanto, não se deve descurar o enriquecimento desta faceta: é imperativo
que o homem e mulheres recorram à imaginação para potenciar o seu atractivo
físico e espiritual natural. As relações sexuais não devem nunca transformar-se
numa rotina nem o orgasmo deve estar associado à simples repetição de
movimentos mecanizados. O jogo amoroso preliminar deve ser valorizado,
especialmente quando a relação já é duradoura
O AMOR VERDADEIRO
Quando um casal se entende, em
termos sexuais, e procura usar a imaginação para surpreender e agradar, nasce
entre eles um amor tão forte que se perpetua por toda a vida. Este amor, ao
qual vamos chamar “verdadeiro” para diferenciar da paixão e do desejo,
enriquece a vida a dois, neste a nível do erotismo como em questões psíquicas e
intelectuais.
O SADISMO
Obviamente, o amor era muito
diferente para o marquês de Sade, escritor de talento mas com uma psicologia
libertina: dele nasceu o nome de um dos desvios sexuais mais conhecido, o
sadismo. É claro que esta prática sexual já existia antes do marquês de Sade,
mas foi a sua obra literária, que exacerbava uma retorcida imaginação erótica
que tipificou esta denominação. O sadismo consiste no aumento do prazer sexual
através da crueldade exercida por um dos parceiros em relação ao outro. Na
opinião de Sade, o homem tem o direito de seguir todos os seus impulsos
sexuais, mesmo os que têm uma natureza menos ortodoxa. Ao contrário do que pode
parecer, o sadismo é uma das variantes da sexualidade mais difundida e veio dar
um novo significado à expressão “guerra dos sexos”, introduzindo a violência ao
acto sexual. O sadismo aparece muito ligado a outro desvio sexual: o
masoquismo. A união destes desvios é aquilo a que se chama o sadomasoquismo.
O MASOQUISMO
O nome deste desvio sexual provém
de outro escritor: Sacher Masoch. Este romancista foi autor de vários livros de
qualidade literária muito inferior aos de Sade: a acção dos seus contos está
cheia de humilhações sexuais voluntariamente cumpridas por uma das personagens.
Estas humilhações proporcionam prazer à vítima das mesmas. Este tipo de inclinações
de inclinações sexuais produz um desvio na imaginação erótica, o que provoca a
degradação das relações sexuais. “Quanto mais me bates, quanto mais gosto de
ti…”
FANTASIAS ERÓTICAS
Se, em tempos, a homossexualidade
era considerada uma perversão, uma doença cuja cura estava em operações
cirúrgicas e medicamentos, hoje o panorama mudou. Mas, apesar da evolução,
ainda há quem considere os homossexuais como indignos ou pessoas de segunda.
Quem pensa dessa forma não
compreende que a homossexualidade é, na maioria dos casos, congénita e apenas
numa pequena percentagem se deve a outras causas. Na homossexualidade
congénita, os indivíduos não têm qualquer influência na sua opção sexual. A
sodomia é a prática mais comum entre os homossexuais e consiste em substituir a
vagina pelo ânus masculino. É importante não esquecer que mesmo na prática do
acto sexual sodomita (sexo anal) se deve usar preservativos, pois o risco de
transmissão do vírus da SIDA é exactamente o mesmo que existe nas relações
heterossexuais. O casamento entre homens não é possível na maior parte dos
países.
No entanto, as nações do Norte da
Europa foram pioneiras na liberalização do casamento homossexual. Noutros
países, apesar do casamento não ser ainda possível, já se reconhecem direito a
alimentos e direitos sucessórios aos homossexuais que provem a constância da
sua relação durante um determinado número mínimo de anos. De ressaltar o facto
de que as uniões homossexuais são, regra geral, mais duradouras e mais fiéis do
que os “normais” casamentos heterossexuais.
Por conseguinte, falando em
termos racionais, conclui-se que se existe um “amor verdadeiro”, não é
relevante se a união é de duas pessoas de sexo oposto ou do mesmo sexo.
HOMOSSEXUALIDADE ACTIVA E PASSIVA
Entre os homossexuais há que
distinguir dois grandes grupos: os congénitos e os homossexuais por influência.
Alguns homossexuais sentem uma certa aversão pelo sexo oposto. Mas essa aversão
é menor quanto maior é a cultura das pessoas. Alguns estudos indicam que as
pessoas mais propensas à homossexualidade adquirida ou por influência são as
pertencentes às classes sociais mais altas. Nos homossexuais há, frequentemente,
características sadomasoquistas e pode estabelecer-se uma relação causal entre
o papel do homem na relação e o tipo de desvio sexual que “prefere”:
Os homossexuais activos têm
tendência a humilhar o parceiro durante o acto sexual.
Os homossexuais passivos (os que
desempenham a “função de mulher” na relação homossexual) geralmente incitam o
companheiro a humilha-lo e a maltratá-lo.
O AMOR ENTRE MULHERES.
A denominação de lésbica provém
da ilha de Lesbos, onde viveu a poetisa Safo, fundadora da chamada escola do
Belo Espírito. Esta escola defendia as relações entre mulheres. Conta-se que a
própria poetisa se suicidou atirando-se ao mar, em virtude de um amor por uma
aluna que não foi correspondido. O lesbianismo é uma das práticas sexuais mais
antigas e, talvez, uma das mais difundidas na actualidade. Trata-se de um mundo
erótico pleno de mistérios que fascina homens e mulheres. Muitos heterossexuais
já tiveram fantasias eróticas que envolvem lésbicas, ainda que não o confessem.
Ao contrário da homossexualidade, onde muitas vezes são questões de ordem
física que determinam essa tendência sexual, no lesbianismo as causas orgânicas
são raras. São muito mais frequentes que sejam motivos psicológicos que
determinem essa tendência sexual.
A FRIGIDEZ SEXUAL.
A mulher não consegue alcançar o
orgasmo com a mesma facilidade que o homem. Uma das causas dessa dificuldade
pode ser a frigidez, uma anomalia sexual que afecta muitas mulheres. Outras
vezes é apenas uma incompatibilidade com o parceiro. Conheça os sintomas da
frigidez.
A frigidez feminina apresenta
diversos graus de intensidade e está condicionada por questões congénitas e
ambientais. Existem várias formas de manifestação da frigidez com sintomas
diversos:
A mulher tem orgasmos irregulares
e, muitas vezes, não obtém esse prazer pleno. Neste caso, a mulher esconde a
sua decepção sexual, pois o facto de não alcançar o orgasmo é uma fonte de
vergonha e humilhação
A mulher sente prazer nas
relações sexuais, mas não atinge o orgasmo.
Algumas mulheres, além de não
atingirem o orgasmo, não conseguem sentir qualquer prazer nas relações sexuais.
Por vezes, a aliar-se à falta de
prazer, há uma verdadeira repugnância pelo acto sexual.
Nas situações mais extremas, as
mulheres chegam a sentir espasmos e dores vaginais que acabam por impedir a
consumação do acto sexual.
CAUSAS DA FRIGIDEZ.
A frigidez da mulher pode,
portanto, ser total ou parcial, aguda ou crónica. Quanto à origem, a frigidez
divide-se em congénita e adquirida. Alguns casos de frigidez congénita devem se
a deformações do aparelho genital feminino e podem ser curados com uma
intervenção cirúrgica de correcção. Nos outros casos, a frigidez tem a sua
origem em causas mais complexas, de índole psicológica e espiritual:
Medo de não conseguir ter filhos
quando se sonha fervorosamente com a maternidade.
A mulher, com a sua excitação
psíquica, malogra o acto sexual por puro nervosismo.
Também pode ser o medo de ficar
grávida que impeça a mulher de se descontrair e de sentir prazer.
Algumas mulheres têm medo de não
atingir o orgasmo antes do parceiro.
Quando o primeiro coito é uma
experiência dolorosa, a mulher pode ficar com medo de concretizar a relação
sexual.
Para evitar traumas é importante
que as jovens sejam informadas sobre todas as questões pertinentes antes de iniciarem
a sua vida sexual. Convém que, antes de ter uma relação sexual completa, a
jovem ganhe “experiência “ a nível dos jogos eróticos. Cientificamente falando,
é útil que as pessoas tenham alguma experiência sexual antes de casar. Alguns
estudos indicam que as mulheres mais cultas têm maior facilidade em atingir o
orgasmo, talvez porque lidam de forma descontraída com as suas necessidades
sexuais.
Conclui-se ainda que a maior
parte das mulheres não atinge o orgasmo se sentir-se distante psíquica e
espiritualmente do seu parceiro.
DIVISÃO DE TAREFAS.
Muitas mulheres tornam-se
frígidas para com os seus companheiros, pelo simples facto de terem uma carga
de trabalho excessiva. Na verdade, a mulher da sociedade moderna trabalha fora
de casa, é uma profissional bem-sucedida e, no fim, sobra pouco tempo para a
vida familiar.
O ideal seria que cada elemento
do sexo masculino repartisse as trefas domésticas com a sua companheira. Deste
modo, sobraria muito mais tempo para o casal namorar e fazer amor sem culpas e
com muito maior disponibilidade.